Mercado Financeiro

O governo mexeu nas regras do rendimento da poupança, mas o que muda na prática na vida do poupador brasileiro?

Entrou em vigor, na sexta-feira (4/5), as novas regras do rendimento da poupança anunciadas pelo Governo Federal, que estabelecem uma remuneração atrelada à Selic para os novos depósitos em poupança sempre que a taxa básica de juros for igual ou inferior a 8,5% ao ano. As alterações são válidas para os depósitos que forem feitos a partir de hoje. Para o dinheiro que já está aplicado, não muda nada.

O objetivo é permitir a redução da taxa básica de juros da economia brasileira sem que os investidores fujam da renda fixa para a poupança, uma vez que o dinheiro investido em renda fixa é fundamental para o governo financiar suas dívidas. Os bancos também pegam parte desse dinheiro para emprestar aos clientes.

De acordo com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, com essa decisão do Governo, o Brasil dá um passo fundamental na direção de remover resquícios herdados do período de inflação alta. “Ao tempo em que preserva integralmente os depósitos já feitos, a medida adapta a caderneta de poupança ao novo cenário brasileiro e com isso consolida as bases para o crescimento econômico sustentável. A caderneta de poupança continuará sendo um patrimônio da nossa sociedade, reconhecidamente um produto financeiro tradicional, de fácil compreensão e amplamente utilizado por todos os brasileiros”, conclui.

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